POR UM CONGRESSO VERDE EM 2009
Somos um movimento que almeja a democratização do Partido Verde do Brasil pela base e que aparece sob o signo da democracia radical participativa, direta e compartilhada em rede.
O momento histórico atual passa a requerer ao poder político, e principalmente aos partidos políticos, que se organizem não mais de forma centralizada, parâmetro da verticalidade solitária, autocrática, hierárquica, travada, pouco transparente e ineficiente. Ao contrário, o momento é de fazer política em redes distributivas, avançando a arquitetura de poder e comunicação horizontal, direta e compartilhada. Ou seja, desejamos nos estabelecer de fato no século 21.
Esse movimento espontâneo é democrático em sua essência e foi gerado no interior de um dos protagonistas políticos mais importantes para o futuro das gerações: o Partido Verde do Brasil. Portanto, muito mais do que um manifesto, nosso movimento é um atrevimento que contraria a onda da "normalidade" política para inspirar a criatividade individual e coletiva.
Diz a nossa Carta Magna, a Constituição Federativa do Brasil, em seu preâmbulo:
“Nós os representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias (...)”.
É com esse mesmo espírito da confraternização e do compartilhamento democrático que lutamos para a realização desse Congresso Verde, sob uma luz mais abrangente, inclusiva e transparente.
O movimento http://congressoverde2009.ning.com pretende, principalmente, democratizar todas as instâncias representativas do poder interno do Partido Verde do Brasil por meio do voto direto, individual, livre e soberano, igualando assim todas as oportunidades de participação e manifestação da livre expressão de pensamento entre os verdes filiados, baseado nos Princípios Fundamentais da nossa “Constituição Cidadã” que, em seu primeiro artigo garante que (...) o Estado democrático de direito tem como fundamento: I. a soberania; II. a cidadania; III. a dignidade da pessoa humana; [...] V. o pluralismo político”. Como reza o Parágrafo único desses mesmos princípios, “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Sendo que:
a) Todos nós “somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, de acordo com o art. 5°, Capitulo I (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos – CF);
b) Todos nós podemos escolher, por meio do voto direto, nosso presidente, senadores, governadores, deputados, prefeitos e vereadores;
c) Todos nós temos maturidade política, como cidadãos de primeira classe, para sermos convocados em plebiscitos para expressar nossa opinião (tudo garantido livre e democraticamente pela nossa Constituição);
d) Todos nós podemos até mesmo apresentar diretamente ao Congresso Nacional Projeto Lei que modifique a nossa Carta Magna:
Por que somos tratados como cidadãos de segunda classe dentro da grande maioria dos partidos políticos brasileiros e obstruídos de exercer nosso direito constitucional de escolher os nossos representantes, diretamente pelo voto, nas bases partidárias em função de estatutos notoriamente antidemocráticos?
A realidade presente é que Partido Verde não é exceção a essa regra perversa!
Isso se constitui numa flagrante contradição democrática no interior do sistema político basilar em nosso país, contradição insustentável que é pouco lembrada por nossos representantes com mandato e transforma nossa democracia em uma enorme farsa, a partir dos municípios onde moramos. Poderíamos ficar aqui citando a nossa Constituição, em seus vários outros artigos, que garante constitucionalmente o que estamos a dizer, e também procurar exemplos em outras constituições democráticas, bem como em estatutos particulares de vários partidos em todas as partes do planeta, inclusive em outros Partidos Verdes mundialmente organizados, onde as eleições diretas representam a fonte do poder legal e legítimo. Mas a nossa intenção é dar um passo a frente.
Por isso trabalhamos por um Congresso Verde em 2009 com a participação de todos os filiados, porque não queremos um partido de deuses, de escolhidos por crenças obsoletas. Queremos um partido político aberto e democrático que respeite as diferenças e inspire o debate, construído e destinado aos homens e mulheres de nosso país.
Assim, convidamos todos os verdes, sem restrição, para ousar a construção de uma Biocivilização tropical em rede, transformando o Partido Verde para transformar o país.
Viva o Congresso Verde Livre e Soberano!
Abraços fraternos,
http://congressoverde2009.ning.com/